LEIA ATÉ O FINAL!
Esse sábado eu fui numa igreja evangélica, que eu não posso falar que é a Vida Nova aqui de BC, mas calma, eu não sou nenhum fanático, pra falar a verdade nem gosto de igreja seja ela qual for. Eu fui nesse sábado por que tinha prometido pra um amigo meu que freqüenta essa igreja, freqüenta até demais, que eu iria com ele no primeiro fim de semana que eu pudesse caminhar.
Se eu prometi tinha que ir, não podia dar desculpa. Sábado é dia de rede de jovens, logo só tinha adolescentes na igreja. O primeiro sinal de que não daria muito certo foi que chegando lá um pia que foi me cumprimentar me deu um tapa bem em cima da minha tatuagem nova, péssimo sinal. Além do meu amigo da igreja eu levei mais dois que não vão à igreja pra me acompanhar e ajudar a sair correndo qualquer coisa. Sentamos logo atrás de um grupo de meninas, o que eu esperava que salva-se minha noite, mas não foi bem assim. A banda começou a tocar suas música que até tem um ritmo legal de se escutar, chique eram os telões atrás da banda passando eles mesmos.
Todo esse papo furado foi só uma introdução para contar o real motivo deste post, a banda tocou umas quatro ou cinco músicas, então aparece um baixinho gordinho no palco, com uma camiseta vermelha e uma cruz branca no meio, parecia um salva-vidas de praia, aposentado e fora de forma lógico. Ele veio acompanhado de uma mulher, que logo descobriríamos que era o pastor e sua esposa, eles começaram falando sobre como foi ficar quinze dias longe da igreja, como se eu e meus outros dois amigos soubéssemos disso. Foi então que começou o desastre do culto, eles falaram que estavam numa igreja na Suíça, que no primeiro momento eu achei que fosse a rua Suíça que tem aqui em Balneário, mas eles contando sobre a viagem, era a Suíça chique na Europa mesmo.
Eles contando sobre a Suíça, que eles foram com o dinheiro da igreja, doado pelo povo, esse mesmo povo que provavelmente nunca terá a oportunidade de ir para Suíça ver com seus próprios olhos as maravilhas do primeiro mundo. Quer dizer, eles falaram que lá o governo da drogas para quem quiser, por isso não existem assaltos ou trafico de drogas, que o governo da moradia para os necessitados, comida e um salário (não sei se isso é realmente tudo verdade), só que eles falaram que isso não importava, pois lá eles não tinham Deus no coração, e que aqui era muito melhor, pois mesmo com todos os problemas nós tínhamos Deus (o problema que as características que eles deram pra quem tem Deus no coração na verdade foram as características do povo brasileiro em geral).
Depois da primeira bola fora (acho que todo mundo concorda que o jeito do povo brasileiro misturado com a estrutura da Suíça sim seria um bom negócio para todos nós). O pastor conseguiu falar mais besteiras, tipo, que é difícil ministrar para quem tem tudo como na Suíça, que ministrar pra pobre era fácil, era só falar que Deus lhe daria o que ele precisa, mas para quem tem tudo não é bem assim. Traduzindo, vamos comprar nossos fiéis dizendo que suas necessidades serão sanadas se eles vierem à nossa igreja.
Logo depois desse discurso eles falaram que todos deveriam dar sua contribuição (acho que eles pretendem ter férias nos EUA, ou quem sabe um safári na África). Nesse momento nós nos retiramos da “igreja”. E depois ainda tem coragem de me perguntar o por que eu tenho algo contra igrejas.